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Um contraponto: agora a luta é outra.

Século XXI, com o limiar da evolução tecnológica, as relações do homem com o meio mudam e dentre elas as atribuições de trabalho.

Assim como os datilógrafos, telegráfos e em parte os correios, agora estamos sendo atingidos pelo processo de evolução na venda de bilhetes.

A bilheteria não será desativada de pronto mas certamente não demorará, temos que usar como exemplo o CCO que sentou e conversou com a Direção do Metrô, exigindo garantias de reposição dos valores que eles não receberão de periculosidade, mas como um adicional de substituição.

Não se trata de colocar as mãos na bilheteria. Temos que manter o nosso adicional de risco de vida, uma vez que o processo de venda mudou, o risco também. Se pensarmos hoje, a bilheteria é o ambiente mais seguro em relação às violências fisicas e verbais, do que a linha de bloqueios. Temos justificativas de sobra para pleitear o adicional. E porque não pedirmos a incorporação do quebra de caixa nesse adicional? Ao menos em caráter simbólico devemos ser remunerados, por todos os dias que estamos expostos a situações que nos subjugam enquanto trabalhadores.

Obviamente o processo será muito difícil e temos que mudar o enfoque. A empresa quer nos exigir um atendimento de primeira linha. Vocês repararam na frase que tem naquelas homenagens lá no escritório “Servir é questão de atitude e não procedimento”? O Conte Comigo e tudo o mais? Então, está bem difícil de manter um nível decente de atendimento, quando as condições de trabalho são péssimas, infra-estrutura antiga e ao menos, temos que garantir a nossa dignidade financeira e não só isso.

Já que o foco do Metrô de “35 anos, despojado, experiente” é o atendimento, então chegou a hora de expor as nossas angústias e soluções do que nos aflige nos bloqueios, na plataforma… Num processo macro, tornar o ambiente mais respeitável e salubre para exercício das nossas atribuições, a começar por uma coisa básica: ar condicionado…

Em suma, devemos nos unir pois a tempestade vai bater no nosso barco, mas a gente consegue escapar ileso da deriva se a gente souber pra onde remar.

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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