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2018 o ano moribundo e que não quer morrer

357 dias passados, numa agonia lenta e dolorosa, todo o tipo de dor e decepção experimentada nesses dias.

Vemos a escalada assombrosa do Tribunal da Inquisição tomando seus assentos, logo menos teremos o Índex do século XXI, aguardamos a lista dos livros proibidos e que serão jogados na fogueira.

Já começou com a queima do passado de um país, o Museu Nacional completou 200 anos totalmente destruído pelas chamas, como se fosse a Biblioteca de Alexandria: cada livro, carta, mapa, fóssil que lá havia gritavam sem serem ouvidos, imploravam por socorro e eram consumidos pelo fogo cruel. Que aniversário! Que comemoração tétrica! Parece até um projeto de país, acabar com o seu passado e suas referências…

Foto: Marcelo Dias/ Futurapress

2018 é o ano dos aniversários inteiros e comemorações esdrúxulas, não bastasse o Museu ter sido queimado, a nossa jovem democracia está em estado vegetativo, tem apenas 30 anos e só está esperando a hora que seus aparelhos serão desligados para que descanse em paz (será que ela irá descansar mesmo em paz?) e mais uma balzaquiana que completou 30 anos esse ano e irá morrer junto com ela, é a nossa Constituição, que foi aviltada, achincalhada, estuprada e rasgada com a anuência da população.

Está tão modorrento que os dias para o fim se arrastam, parecendo que não querem acabar, pois anunciam que o tal “ranger de dentes”, que os crentes tanto falam, vai acontecer a partir do ano que vem.

Do alto da revolução tecnológica, pessoas cada vez mais ignorantes. Com tanto para conhecer e descobrir, preferem se acomodar em teorias ridículas pré renascentistas. Daqui a pouco, estarão dizendo que além da Terra ser plana, o Sol é que gira em torno dela. Concluímos que a progressão tecnológica é inversamente proporcional à evolução humana. Copérnico, Galileu, Da Vinci, Newton estão batendo a cabeça nas colunas do panteão de estudiosos – que existe lá no outro plano – de tanta raiva ao ver bilhões de pessoas que não acreditam em teorias já testadas e consolidadas, mas acreditam piamente nas fake news que a tia Zulmira encaminhou pelo Whats App.

A que ponto chegamos? Se somos feitos à imagem e semelhança de Deus, com certeza ele se arrepende amargamente de ter nos criado, uma espécie tão vil e destrutiva, destrói a si e à natureza. Melhor seria se viesse mesmo o meteoro.

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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