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Os discos da minha vida I

Disco 1: Nunca – Sá e Guarabyra – 1974

Capa do Disco Nunca

Esse disco é muito especial para mim, eu diria que foi lançado sob medida para a minha pessoa, 11 anos antes de nascer! Quando eu o ouvi pela primeira vez foi como uma hecatombe desabando em mim, foi tão intensa a minha experiência ao ouvi-lo que não satisfeita com o CD ou o MP3, fui atrás do disco e por sorte ganhei um do namorado da época.

Me lembro como se fosse ontem da primeira vez, era o ano de 2004 e na casa do namorado que adorava colecionar vinis tinha uma infinidade de discos muito bons, estávamos numa fase de descoberta do rock rural e quase furando o disco Terra de tanto ouvir. Um dia, eu estava lá ajudando a organizar o quartinho dos discos onde ficávamos (ouvindo músicas e fazendo sessões), quando aleatoriamente peguei o bolachão do Nunca e botei pra rodar na vitrola…

Meu Deus! Logo de cara me vêm os versos “se você quer me conhecer, finja que toca comigo e faz comigo essas canções que eu faço, e tem tanta coisa por dentro pra dizer, coisas que não podem ser ditas de uma vez só” (As canções que eu faço), bateu forte em mim, me identifiquei no ato! Aquela letra com os arranjos e melodia harmoniosas, tudo se juntava perfeitamente e enquanto eu estava com a vassoura na mão, me senti transportada para um campo verde florido, num dia de sol e rodando e sentindo saudades de coisas que não vivi…

E a sequência das músicas numa ordem perfeita, progressiva, canções que se complementam. Já ouvi muita coisa, mas não me lembro de sensações tão intensas com músicas assim como tive com esse disco. Com o tempo pesquisei e descobri que a “banda de apoio” foi simplesmente O Terço, isso explica sobre a maravilha melodiosa que é essa obra prima da música brasileira.

Destaques pessoais: As canções que eu faço, Justo Momento, São Nicolau, Nuvens D’água, Apreciando a cidade, Voar é como passarinho e Coisa à toa.

Em 2019 o disco completa 45 anos, porque música boa é atemporal.

Não tem o disco completo no Youtube, mas é possível ouví-las individualmente, tem todas as canções

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

Uma resposta em “Os discos da minha vida I”

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