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Sindicato dos ouvidos moucos

Wagner Fajardo é um diretor do sindicato dos metroviários, deve trabalhar no Metrô  o equivalente à minha idade, no entanto ele reúne uma série características dispensáveis a quem diz defender direitos de trabalhadores.

Além de ser do PC do B, o partido (de esquerda mas nem tanto) que apóia o Rodrigo Maia; defende abertamente o método burocrático e anacrônico de mobilizações, características naturais de sua agremiação.

É possível perceber essas características, através de suas atitudes truculentas e antidemocráticas em que demonstra disposição de passar por cima de tudo e todos para garantir sua hegemonia, outra característica natural do seu partido.

Um exemplo real aconteceu ontem 4 de fevereiro. O estatuto reza que a assembleia é a instância soberana do sindicato dos metroviários, esse é um espaço de fala para os trabalhadores sindicalizados,  independente de corrente política ou de estar ou não na diretoria da entidade. Ontem ocorreu clara censura por parte dele à minha pessoa. Seriam abertas 2 falas a favor e 2 contra a proposta apresentada pela diretoria, mas como num jogo de cartas marcadas somente os diretores falaram, como música aos próprios ouvidos. Alex Fernandes e Raimundo Cordeiro completavam a tacanha trinca.

Fui me inscrever à fala a favor da proposta apresentada por eles e faria sugestões para as próximas mobilizações, de maneira a acrescentar na nossa luta (por exemplo sugerir a criação do comitê permanente de negociação além da campanha salarial, que ainda não existe).

Mas não houve nem possibilidade de me inscrever e expor as ideias, fui tolhida e desacreditada por Fajardo que alegava falta de tempo para eu falar, retratos da velha política de esquerda, aquela burocrática, derrotista e acomodada.

Eu mulher, metroviária e de esquerda progressista e independente fui impedida de me expressar na assembléia do sindicato que ajudo a manter, com a minha contribuição financeira inclusive. Fui censurada por não fazer parte da corrente política deles, por ser independente, eles abriram o microfone de mentira, pois fatiaram a fala entre eles como numa jogada ensaiada e premeditada.
As atitudes dele são endossadas e replicadas por alguns diretores sindicais.

Passada a estupefação imediata pós censura, fui ter com um outro diretor também do PC do B e a inércia desse grupelho é incrível, questionei sobre a falta de mobilização que refletiu na estação de metrô ao lado da entidade, cujos os funcionários todos, não aderiram à retirada do uniforme e é um boicote sintomático pelo fato do sindicato estar a poucos metros dali. O tal diretor disse resignado que “era foda e ninguém queria se mobilizar”  ao invés de me dizer “fomos lá na estação e conseguimos convence-los da luta” até porque esse negócio de luta pra eles é só retórica e diretor sindical passando nas áreas, ninguém sabe e nem viu desde 2017… Nem balancete contábil eles publicam…

O sindicato deveria ser o primeiro contato do trabalhador com a política, promovendo ações de aproximação política à realidade da categoria, mas o que vemos é que age de maneira obsoleta, com uma diretoria que berra ao microfone pra inflamar as pessoas e não promove por exemplo rodas de conversa sobre o contexto atual, não propõe novos métodos de luta, banalizam os métodos clássicos de mobilização, que hoje são praticamente inócuos. Depois de muito observar o modus operandi sindical, até a empresa começou a fazer comunicação direta com os funcionários e tem um resultado efetivo, cada vez mais estamos fragmentados.

O fim da censura e a autocrítica também valem para o sindicato dos metroviários!

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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