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Os discos da minha vida III

Disco 3: Terra – Sá, Rodrix e Guarabyra

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Capa do disco Terra, imagem retirada da internet


Era uma vez um casal de namorados e 2 amigos que se reuniam num quartinho, pra fazer sessões e ouvir discos.

Um desses amigos, trabalhou numa assistência técnica e nos fundos do estabelecimento havia uma infinidade de vinis raros largados no chão, quase mofando ou quebrando devido a má conservação, havia diversos títulos dos anos 60 e 70, A casa das máquinas, Mutantes, Pink Floyd, etc. Como o seu patrão não era muito amigo da pontualidade em depositar o salário, ele resolveu levar alguns para casa como parte do pagamento.

Nessa leva veio o primeiro disco que ouvi e mudou completamente o meu jeito de ouvir música, a partir daí moldou o meu gosto musical. O LP Terra de Sá, Rodrix e Guarabyra.

Este álbum é o percursor do chamado “rock rural”. A mescla de guitarras e violões, com a temática bucólica e hippie das viagens do trio pelo país, estavam contidas nas letras e arranjos. A música O Pó da estrada é uma síntese do espírito viajante do trio naquela época “O pó da estrava fica em minha roupa, o cheiro forte da poeira levantada, levando a gente sempre mais a frente. Nada mais urgente, que o pó da estrada!”

Nos dois primeiros álbuns que resenhei (aqui e aqui), eu falo que os peguei para ouvir de maneira aleatória. As melhores descobertas são feitas assim, aleatoriamente e sem intenção. Mas este disco quem colocou na vitrola pela primeira vez foi o meu amigo, num longínquo dia de 2003.

Naquela época eu estava na transição entre a adolescência e a juventude e ainda consumia apenas o mainstream musical, quando a vitrola começou a rodar comecei a achar simpático, bacana o som, foram várias audições dele naqueles dias e assim comecei a gostar das músicas. Uma imaginação nostálgica em Anos 60 e Blue Riviera; o álbum é de 1973 então era recente a transição da década cantada nas músicas. Um rock com pegada transcendental em Desenhos no Jornal, que renderia um clipe psicodélico interessante se fosse feito. Tem também Mestre Jonas, que faz parte da trilha sonora do filme Durval Discos, a propósito o filme é bem legal.

Destaco também as músicas Pendurado no vapor, O pó da estrada e o Brilho das pedras-Paulo Afonso, essas músicas me marcam pela subjetividade dos momentos que vivi numa parte da minha vida.

Ligo essas canções a pessoas e momentos vividos com elas. Éramos jovens, cheios de sonhos e vigor, que ficavam no quartinho ouvindo música e contemplando a vida, saíam no portão e contemplavam o pôr do sol no morro de frente.

Depois deste disco, nada mais seria como antes…

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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