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A dor

Dias passaram cinzas e hoje um sol tímido, como o meu sorriso, resolveu aparecer.

O luto é um processo extremamente desagradável, mesmo prevendo o que passará nessa jornada a dor é lancinante, de querer sumir, morrer, ser esquecida. O esquecimento é uma forma eficiente de se apagar a memória de algo, ou de alguém desde o Egito antigo.

A morte simbólica, em que o morto está vivo e simbolicamente está penando é como a ferida que não cicatriza, porque cutuca a casca e sangra de novo.

Tem sido difícil todo dia acordar e estar no pesadelo real, que se repete num looping quase eterno. A distopia acaba com a gente, com nosso olhar, com a nossa esperança. Têm dias piores que os outros.

Escrever para expurgar, escrever para não enlouquecer, para transformar o que não saiu em lágrimas em algum bálsamo pra aliviar essa dor, para tornar a tristeza menos triste no devir.

Não há bem que nunca se acabe nem mal que dure pra sempre… Tento me consolar.

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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