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Morte, a personalidade da ano em 2019.

Imagem: Montik

Fez a limpa. Em muitas personalidades e em pessoas comuns, todas distintas para alguém em suas existências.

E hoje levou com ela o Walter Franco, o homem Cabeça. Ele partiu tranquilamente, disse a família. Como ele cantava no lindo estribilho “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo”. E assim foi.

Pegou seu barco, abriu a vela e ao seu lado foi A Ceifadora, rumo ao mar infinito…

A existência está expirando como um todo, não se trata apenas da morte da gente… Tudo tem morrido mais esse ano, pessoas, árvores, rios, peixes, ecossistemas, tem morrido a subjetividade, a inspiração e etc.

Não que não acontecesse antes, mas nesse ano é mais sentido e mais intenso. O fim de ano chegando mais uma vez, cada vez mais plúmbeo.

Morrem as cores; nas lindas maquetes dos projetos à venda predomina a palidez: branco e marrom, cinza e marrom, cinza e branco.

É a morte da subjetividade, ela é “subjersiva”. Sub-subjetividade, sub-subversiva, mesmo prefixo, palavras paralelas, meio irmãs de significado. Hoje em dia o que subjetivo é subversivo, contra a moral e a ordem.

A Morte tem frequentado muito 2019, se não causasse furor, a revista Time a elegeria “personalidade do ano”, porém a verdade dói demais e isso não acontecerá.

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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