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Quimera paulistana, parte 1

* Baseado em personagens reais porém algumas situações são fictícias, qualquer semelhança é mera coincidência.

Eleições 2020 chegando, os partidos já preparam suas prévias. Em SP capital um Freak show oficial, caso todos os nomes sejam confirmados neste pleito. Uma mixórdia eleitoral parecida com a de 2018.

Como a literatura permite licenças poéticas, eu lírico e criações ficcionais imagino como seriam os governos dos “prefeitáveis” paulistanos e escrevo sobre isso, com um toque hiperbólico.

Bruno Covas (PSDB)

Começou como vice de Dória escroque, herdou a prefeitura, já que o primeiro rasgou seu compromisso registrado em cartório de finalizar o mandato de prefeito.

A única coisa que Covas fez enquanto prefeito foi a expansão dos blocos de rua no Carnaval. Durante os outros dias do ano os buracos nas ruas foram crescendo e se desenvolvendo, robustos. Alguns até comemoram “mêsversário”!

Entre outros problemas crônicos que pioraram em sua gestão: falta de vagas em creches, falta de médicos nas UBSs, zeladoria urbana capenguíssima, aumenta a passagem e diminui a frota de busão, a qualidade da merenda escolar despencou é esterco disfarçado de comida, etc.

Sabemos que continuará a vender a infraestrutura da cidade, com comissão, se for reeleito. Isso não é especulação falamos sobre o que vemos – melhor corrigir – sobre o que não vemos pois a cidade só se deteriora…

Podem crer que ele fará uma campanha estilo “Dilma coração valente” se for o escolhido nas prévias tucanas.

Problemas de saúde causam grande comoção desde sempre e o brasileiro tem mania de personificar o seu voto. O mote provável de sua campanha será “Sou guerreiro porque enfrentei o câncer (e é mesmo) e o venci. Por isso preciso do seu voto, para defender com unhas e dentes a nossa São Paulo!”

Sua tenacidade em enfrentar uma doença tão nefasta como o câncer é inquestionável, porém, não podemos ser ingênuos em deixar o sentimentalismo barato dominar e afetar nosso senso crítico a ponto de relevar os muitos erros da sua gestão. Devagar com o andor marqueteiros!

Mais um dentre tantos na cidade. Buraco em Itaquera – zona leste.

Celso Russomanno (PRB)

O passado me condena: todo mundo tem algo que gostaria de esquecer. Cobrindo o carnaval nos anos 90, em início de carreira. Parece meio chapado, meio “virjão” entrevistando as moças. Hoje seria assédio.

Em suas reportagens posa como o salvador da pátria, o defensor dos “frascos e comprimidos”.

Porém é arrogante, só se cresce sobre os subalternos das empresas que vai para reclamar, pra alta direção fala fino. Causa asco a forma como ele trata trabalhadores, o vídeo do supermercado mostra claramente. Com essa postura de justiceiro de quinta conseguiu sua boquinha na Câmara dos deputados, desde 1995.

Em 2012 se candidatou a prefeito e quase se elegeu. Sua ruína foi dizer que cobraria a passagem de ônibus fracionada, de acordo com o trecho percorrido. Quanto maior a distância percorrida maior o preço da passagem.

É do PRB, partido da igreja universal. Seria um ótimo governo para os donos de igrejas, imagina se ele adere à moda de isentar esses lugares de IPTU e das contas de consumo?

Se for um mau prefeito reclamaremos no Procon e nas Pequenas causas por propaganda enganosa. Patrulha do consumidor munícipe: chegaremos em seu gabinete com a “puliça” batendo na mesa e exigindo “É o meu direito! (Insira a reinvindicação aqui), você não conhece a lei (1234/56)?!”

Na linha das problematizações chiques, talvez ele exija que os camelôs tenham certificação do Inmetro, da ABNT, ou, da ISO para trabalhar.

Ele faz show na frente das câmeras e por qual motivo será diferente caso seja eleito? Atos impactantes sem efetividade prática é o que podemos esperar de seu eventual governo.

Continua…

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"