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Os discos da minha vida VI – Especial quarentena

Disco 6: Passado, Presente, Futuro- 1972 – Sá, Rodrix e Guarabyra

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São Paulo, abril de 2020.

Dia 29 da quarentena.

Sempre amei as músicas desse trio/dupla incríveis. Vozes que ornam entre si e as melodias. Ouvi-los foi minha iniciação à MPB e marcou o fim da minha adolescência e início da minha juventude, e por conseguinte, ampliou meu gosto musical.

Esse é o primeiro LP da carreira deles. É o princípio do rock rural, que antes não havia. Analisando o álbum, ele é o pontapé inicial para a alma viajante do disco seguinte, o Terra.

Essa obra conheci depois dos outros 3 que foram lançados a seguir, ouvi pela primeira vez já na versão CD/MP3, entre 2005 e 2006. Nessa época, eu estava garimpando sons dos anos 70 no Brasil e comprei o CD 2 em 1 que foi lançado pela EMI.

Enquanto era a jovem do telemarketing, a caminho do trabalho escutava MP3. Ouvi esse álbum de todas as maneiras possíveis. Com os dois fones nos ouvidos, cada um separadamente; para descobrir todas as notas graves e agudas das canções.

Versão 2 em 1 no CD.

Destaques para Zepelin, sobre as maravilhas inventadas pelo homem, há 50 anos atrás (início do século XX)Me faça um favor. Ama teu vizinho como a ti mesmo, um rock nas violas e na voz singular de Zé Rodrix. Primeira canção da estrada, o princípio do hippismo viajante do trio.

Destaco também Azular, letra, música e três vozes harmoniosas, tudo numa junção perfeita, é música para ouvir contemplando a natureza e ouvindo pássarinhos.

Crianças perdidas. Zé Rodrix disse que um balde d’água foi usado durante a gravação dela, para imitar o barulho de um rio. É uma música que dá saudade da infância e de uma noite enluarada e estrelada, em alguma viagem ao interior, de um ano qualquer.

Devido a quarentena estou mais nostálgica, revisito fatos, momentos e músicas. Fazia tempo que não ouvia esse disco e foi muito bom ouvi-lo mais uma vez. Por conta desse momento sui generis que vivemos, hoje a minha canção preferida é uma bem curta, apenas 40 segundos de duração, a última do disco; já começa em fade in e direto pelo refrão, Cigarro de palha.

Só meu cigarro de palha,

Meu cavalo alazão me dá,

Um momento de paz na vida (Bis) Paz na vida, paz na vida, paz na vida…

Fumo e trago, repito a canção e sinto um breve momento de tranquilidade, em que me esqueço de tudo lá fora…

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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