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escreva na quarentena política

Rumo à trezentena (?!)

São Paulo, novembro de 2020

Dia 250 da Duzentena.

Depois de 250 dias enclausurada já perdi meu viço, todo dia tem muita coisa (ruim) pra escrever, não tenho mais saúde mental pra isso.

Viver a pandemia me consome completamente.

Lá vai um pequeno resumo do que se passou no Brasil e no mundo nesses últimos dias:

– A Polônia é mais um país sob o jugo da extrema direita, proibiu o aborto e por isso as mulheres de lá protestam.

– Teve eleição nos EUA e só trocaram as moscas. Sai um véio laranja e pedófilo e entra outro véio, branco, com atitudes também muito suspeitas em relação à abusos de mulheres e crianças.

Pode procurar uns vídeos no Google, o jeito que ele se encosta nas meninas é asqueroso!

Pela primeira vez na história dos EUA, o país que adora “ensinar uma democracia” pra suas colônias, está sob ameaça de um golpe institucional. É quase certo que ele não ocorrerá, porque as forças armadas de lá não são como as daqui.

Mas o movimento do véio laranja, de dar muito trabalho pra largar a faixa, arranha a imagem indefectível de defensores da liberdade e democracia que eles fingem ser.

– Enquanto isso no Brazil, o Estado inteiro do Amapá ficou por mais de uma semana na escuridão e a empresa que adminstra a energia elétrica daquele estado é uma empresa privada, a espanhola Isolux Corsan.

Mas pasme! Quem restabeleceu a energia foi a Eletronorte, empresa estatal do setor. Não era só privatizar que melhorava?

E o presidente… Cadê o presidente? Temos algum presidente?

– O dublê mal acabado de presidente, que infecta o Alvorada, está inconsolável com a derrota do seu dono lá nos states.

Chegou ao nível de desafiar o exército dos EUA pra uma guerra, pois ele não quer reconhecer a vitória do outro. Era melhor desafiar pra trocação de socos por 5 minutos sem perder a amizade, do que nos submeter a mais essa vergonha.

Tomara que o novo governo dos EUA não leve essa bravata a sério, senão estaremos muito fodidos!

– O despresidente na sua guerra interna contra inimigos imaginários, chegou a comemorar a morte de um voluntário testante de vacina, só porque é a que Dória escroque está subsidiando! Depois ficou provado que a morte não teve nenhuma relação com efeitos colaterais da vacina, infelizmente foi suicídio.

Ninguém perguntou à família dessa pessoa que morreu, como eles se sentem ao ver a “otoridade” máxima do país minimizando essa perda?

Como ele está inconformado com o ostracismo que lhe aguarda, resta fazer ofensas e bravatas. Mais de 170 mil mortes causadas por Covid no país, ineficiência do desgoverno federal na contenção dessas infecções e ele mede os outros com sua régua chamando todo mundo de maricas.

De maricas ele entende, tem na família, dois dos seus beócios filhos são e ele também, através da sua masculinidade de cristal.

O filho que gosta de rachadinha está se borrando de medo de ser preso, mobilizou a Administração Pública pra escapar fedendo. Nessa hora vale tudo, até invocar o princípio do foro privilegiado com direito a estadia em Fernando de Noronha, tudo às nossas custas é claro!

E o outro filho que também fez rachadinha, mas gosta mesmo é de outra coisa. Num de seus delírios no Twitter ele fala em grupos de quarto escuro em SP, amantes, vampiros… Uauuuuu! Entendedores com certeza entenderam.

Calma que só piora!

– A injustiça brasileira inventou uma aberração jurídica, o estupro culposo.

Uma mulher estuprada, com provas incontestáveis sobre o crime foi mais uma vítima de julgamento moral e foi humilhada pelo “defensor” do estuprador, que foi absolvido!!!

O estuprador é de família rica e influente e no Brazil essas pessoas são intocáveis, o peso da lei é só pro populacho tá ok?

A injustiça brasileira é anuente com a violência contra mulheres.

Essa história é muito macabra, não consigo nem escrever sobre. Jogue no Google André Camargo Aranha e saberá do que estou falando.


Quanto a mim, não tenho previsão de quando retornarei ao trabalho, talvez no fim do mês, mas nada é garantido, nem o emprego.

Minha cachorra está com câncer e eu sem dinheiro pra tratar no particular…

E tive o coração partido mais uma vez…


Daqui alguns anos esses relatos parecerão histórias fictícias, mas não são, infelizmente são muito reais.

Não deixe o revisionismo histórico eufemizar a dor de viver numa pandemia!

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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