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política

7 de setembro de 2022

Duzentos anos de independência formal de Portugal.

Mas carrega consigo, desde sempre, um espírito colonizado, primeiro pelos portugueses, depois pelos franceses e agora os estadunidenses.

O Brazil nunca foi nação, é um ajuntamento de gente que na primeira oportunidade, ou vilipendia os cofres públicos (farinha pouca, meu pirão primeiro), ou vai embora pra outro lugar porque é “limpo, organizado e tudo funciona”…

São os porcos e mal educadas daqui que se civilizarão, na marra, em outras cercanias. Porque é mais fácil encontrar tudo pronto em outro lugar do que arrumar a própria casa! Esses que assim pensam sequer estudaram a história do país que irão e esquecem que pra determinado lugar chegar numa “organização de primeiro mundo” as coisas não foram dadas e sim conquistadas com muita luta!

200 anos de “nação”: 7 constituições e 4 golpes de estado, sendo 3 na época contemporânea.

Tem também a “elite brasileira” que é um arremedo de burguesia: além de ser cafona, despreza tudo o que é nacional; é a procuradoria da Coroa e muito subserviente ao Império, seja ele qual for.

Além disso, esse ajuntamento de pessoas vai de mal a pior, não pensam coletivamente e nos últimos 8 anos se encaminham à excrescência e ao nazifascismo pardo. Como colonizados agem e importam até as ideologias imprestáveis do velho mundo. Uma barbaridade no país multiétnico.

Essa gente nos arrasta compulsoriamente pro rio de lodo.

Por um tempo até senti felicidade e um pouco de orgulho do meu gentílico, mas ultimamente tenho sentido profundo asco dele e dos meus conterrâneos.

As sequelas causadas pelo desgoverno bolsonazista são profundas e perdurarão por anos, infelizmente. E essa desordem me causou uma inédita vontade de sumir deste lugar que não parece um país, não é um país! Não que eu ache necessariamente o estrangeiro um Oásis, mas até uma pocilga deve ser minimamente organizada. Que pena…

Sinceramente, não tenho nenhuma esperança de dias melhores. Acho que praticamente nada mudará porque o bolsonazismo e o nazifascismo pardo continuarão existindo, mesmo que ele não.

Também estou cansada da falta de respeito das pessoas que moram aqui, se valem síndrome do pequeno poder e da Lei de Gerson pra tudo. Mediante tudo isso fui contaminada pela vontade de ir embora desta espelunca, terra de párias que agem como tal! Estou cansada de dar murros em ponta de faca.

Aqui toda luta é vã.

Duzentos anos de quê?

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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