O carnaval e os falsos moralistas

O dublê de presidente representado na Sapucaí ontem (21/01/20) pela Unidos de Vigário Geral

Fico com preguiça de gente que posta textão na internet falando que o carnaval é uma festa alienante, que as pessoas não querem saber de nada e que se fossem pra rua protestar assim como saem pra pular o carnaval o Brasil seria outro.


Mas esse mesmo tipo de gente é aquele que chama manifestante de vagabundo, defende repressão e acham que a manifestação deve ser feita aos domingos, para não atrapalhar o trânsito
E essas pessoas são sofistas o suficiente pra não enxergarem o protesto político contido nas fantasias dos foliões nos blocos, nos enredos das escolas de samba.


Mas a cegueira é seletiva, eles não enxergam porque não querem e fazem questão disso.
Talvez seja falta de enxada e lotes para carpirem…

Mulheres que escrevem

Dia 08/03 haverá mais um especial do 8M neste blog.

Publicarei textos das mulheres escritoras e meus.

Inclusive se vc lê este blog, é mulher e gosta de escrever, mande seu texto até o dia 06/03. Não importa a quantidade de linhas ou o estilo. O importante é abordar a temática feminina.

O Arauto do absurdo

O verdadeiro Goebbels desse governo não foi o tosco do Roberto Alvim, na verdade é Fábio Wajngarten, presidente da Secom, acusado de tráfico de influência com certas emissoras de rádio e TV.

Sempre faz cortina de fumaça com algum tema irrelevante que distrai a população, por conta do imenso absurdo proferido.
Sempre que se fala do Queiroz e da Marielle surge uma declaração absurda, do dublê de presidente e de seus micos amestrados, por força da formalidade nomeados ministros.

Hoje a PF aceitou abrir um inquérito para investigar sua má conduta com dinheiro público, provavelmente irão livrar a cara dele, assim como fizeram com o irmão metralha 01.

Quem tem Moro tem tudo!

“E o ministro do turismo, o Marcelo Álvaro por onde será que anda ? Um beijo pra vc!”

Mas voltando para as cortinas de fumaça, agora usa a rede social oficial para destilar ódio ao Democracia em Vertigem. Normalmente trataríamos como uma perda de tempo, mas agora é Estado de exceção.

A todo momento essa situação nos espicaça, não sei, mas agora parece pior do que na ditadura, o fascismo é um horror! Se espalha como nuvem densa que transforma o ar, o rosto e o sentimento das pessoas. As flores são natimortas sob o céu fascista.

Todos os dias me pergunto, como resistiremos? Não está sendo fácil. É um bombardeio, nos minam, nosso vigor, nossa saúde, nossas energias…

Todos os dias dormimos e acordamos no pesadelo lúcido, a exageração do sonho lúcido com a diferença que sentimos tudo do primeiro, de olhos abertos.

Quimera paulistana, final.

*Baseado em personagens reais porém algumas situações são fictícias, qualquer semelhança é mera coincidência.

Eleições 2020 chegando, os partidos já preparam suas prévias. Em SP capital teremos um Freak show oficial, caso todos os nomes sejam confirmados nesse pleito. Uma mixórdia eleitoral parecida com as eleições de 2018.

Como a literatura permite licenças poéticas, eu lírico e criações ficcionais, imagino como seriam os governos dos “prefeitáveis” paulistanos e escrevo sobre isso, com um toque hiperbólico.

Chegamos a parte final. Caso surja alguém mais, atualizarei esse post.

Márcio França (PSB)

Alckmin e Márcio França na cerimônia de transmissão de cargo.

PSB cuja sigla significa: Partido Socialista Brasileiro.

Os Minions, incultos como são, acham que são comunistas.

O PSB de São Paulo é gêmeo do PSDB, que de socialista e comunista não tem nada…

Márcio França foi vice governador de Alckmin e assumiu o governo, quando este se candidatou a presidente. Por décimos não conseguiu se eleger diretamente, perdendo pro Dória aventureiro.

Fez um afago no funcionalismo estadual, aliás, os servidores públicos e funcionários da economia mista como um todo, têm sido execrados pelos políticos. Então a manobra de França foi fundamental para garantir valiosos votos nesse setor.

Provavelmente não vai mudar muita coisa do Bruno Covas, pois seu sistema de governo é ligeiramente semelhante. Ademais, França conduz o PSB no estado e costurou a aliança com os tucanos.

Foi vice do chuchu e teve governança semelhante, caso eleito será um chuchuzinho…

Guilherme Boulos (PSOL)

Boulos e seu look tiozão do sindicato.

O Lula do futuro, alguns disseram.

Se ele for eleito terá a oportunidade de taxar Meireles, como ele disse que faria em 2018, porque o Meireles é secretário de planejamento e privatizações do governo Dória.

Vai ocupar oficialmente os prédios vazios para moradia, já que surgiu do MTST. Podemos dizer que será seu programa principal na prefeitura, caso seja eleito.

Porém, o PSOL tem opções mais maleáveis e com maior simpatia eleitoral para São Paulo. Boulos tem um quê da burocracia sindical antiga no seu jeito de se colocar, o que gera alguma rejeição em parte do eleitorado.

Sâmia Bonfim (PSOL)

Um nome interessante no abismo eleitoral de São Paulo. Já foi vereadora e agora é deputada federal, com atuação significativa nas comissões da Câmara.

A mulher que mata a cobra e mostra o pau! Debateu elegantemente com o amiguinho do mamãe falei, o tal Kim Kataguiri. Um Zé ruela que teve coragem de fazer bullying com ela por ser gorda, uma postura de quinta série vindo de quem diz ser representante do povo.

E ela participou plena do debate com ele, eu se estivesse no lugar dela não pensava meia vez pra mandar tomate cru e outras coisas mais. Eis a magia de ser política, ser polida, manter a compostura e debater com classe quando se quer mesmo é perder o decoro.

É um nome melhor que o do Boulos, além de mostrar a renovação e disposição do partido em colocar uma mulher pra concorrer. Terá votação significativa entre mulheres e jovens.

Caso seja eleita, vai fazer políticas sociais em prol das mulheres e das minorias. Que tenha feeling pra fazer políticas de desenvolvimento econômico municipal também!

Selva de pedra, obrigada por existir!

Há 466 anos nasceu como pântano da Várzea do Carmo e agora tem sua beleza esculpida pelos espigões de vidro, ao longo dos rios que morreram.

A cidade que nunca dorme, seja pra trabalhar, seja pra diversão. Se bem que a diversão geralmente tem hora pra acabar: uma da manhã, porque no outro dia cedo tem trampo.

Pessoas desconfiadas, apressadas e que guardam a dor a sete chaves no coração. Existe amor em SP?

Mas nem tudo é dissabor nessa terra que um dia foi monocromática. Somos organizados, meticulosos. Possivelmente, a falta de belezas naturais estonteantes nos moldou assim. Muitos são inspirados por nossa organização, muitos nos invejam por nossa tenacidade, muitos vêm pra cá pra fecharem bons negócios. A terra da oportunidade. Essa é a forma de sermos hospitaleiros, esse é nosso jeito de acolher as pessoas.

Um dia fomos cinzas, agora floresce o verde e todas as cores, nos muros e em nossos corações. A terra que um dia foi da garoa fina e fria, agora tem sol demais pra nos aquecer, parecemos frios, mas nossos corações abrigam sentimentos, queremos dividir as dores escondidas e as alegrias também.

São Paulo, a correria nos aflige, mas ao mesmo tempo, somos movidos por ela, que corre em nossas veias, é da nossa natureza.

São Paulo, parabéns por seus 466 anos de contradições! Antítese, dialética, paradoxal, contraditória e maravilhosa por tudo isso…

Quimera paulistana, parte 3

* Baseado em personagens reais porém algumas situações são fictícias, qualquer semelhança é mera coincidência.

Eleições 2020 chegando, os partidos já preparam suas prévias. Em SP capital teremos um Freak show oficial, caso todos os nomes sejam confirmados nesse pleito. Uma mixórdia eleitoral parecida com as eleições de 2018.
Como a literatura permite licenças poéticas, eu lírico e criações ficcionais, imagino como seriam os governos dos “prefeitáveis” paulistanos e escrevo sobre isso, com um toque hiperbólico.

Vamos à terceira parte.

Marta Suplicy ou Fernando Haddad (PT)

Ambos são ex prefeitos de SP.

Haddad, O Poste faz o que Lula manda, assim foi em 2018 e pegou muito mal, pois foi reduzido a mero capacho e agora em 2020 tem o aval do seu mentor para tentar ser prefeito mais uma vez.

As únicas coisas boas da sua gestão foram os ônibus noturnos e a ampliação das ciclovias.

Foi uma época de ouro para a arrecadação municipal, porque todo mundo habilitado levou multa de trânsito. Instalou radares a rodo e contraditoriamente, não fez melhorias na cidade com esse dinheiro. Mais faixas de ônibus e ciclovias, porém com vias esburacadas, além da cidade também ter sido largada às traças em outros aspectos. Multas mais abandono citadino resultaram na sua acachapante derrota, para Dória aventureiro em 2016.

Marta Suplicy foi uma boa prefeita: implementou o bilhete único, a renda mínima com curso de capacitação e empregabilidade, criou os CEUS, andou de busão de madrugada nas periferias, gastou os saltinhos dos seus Loubotins em prol da massa. Até deixou os cabelos desalinhados numa briga histórica com Chico Pinheiro, no SPTV do meio dia, por conta da transição do sistema de transportes. Foi uma bela treta, quem viu viu…

Porém foi limada da reeleição porque criou a taxa do lixo; taxa, tarifa, tributo são palavras que violentam viventes.

A elite nunca suportou o fato de uma mulher de família quatrocentona fazer parte do PT e fazer algo pelo “populacho” e sempre a rejeitou. Marta conseguiu um feito Sui generis: ser desprezada pela centro direita, quando se filiou ao MDB, mesmo votando pelo impeachment e conseguiu se queimar com seu eleitorado tradicional da esquerda por conta disso.

Ela e Haddad têm em comum Lula selando o destino político de ambos. Em 2010, a candidatura à presidência seria dela, naturalmente, pois já tinha um bom capital político, mas Lula bateu o pé e como é ele quem manda e desmanda no partido, foi Dilma a escolhida. Isso gerou mágoa e então, Marta partiu pro MDB no auge da crise política que abatia o governo Dilma.

Depois de um exílio forçado está a analisar: se submeter a ser vice prefeita com Haddad.

Caso ele seja o cabeça de Chapa e eventualmente eleito, se depender só dele, serão mais 4 anos de cidade abandonada. Oremos para que não comprem radares no atacado, afinal, dinheiro do contribuinte é importantíssimo, já o atender as reivindicações…

Outros nomes que correm por fora no PT:

Eduardo Suplicy

Um ícone: na reintegração de posse, na praia e no show dos Racionais.

O Suplicy é o tiozinho fofo que quase todo mundo ama. É um político de fato e de direito. Um Matarazzo que poderia estar do outro lado da força, mas fala sobre a renda mínima cidadã, para todas as pessoas, seu projeto de vida.

Com certeza, se eleito, irá implementar esse programa de alguma maneira e talvez tenhamos alguma melhora no desenvolvimento social e na educação.

Porém, será que ele tem perfil para prefeito? Ele sempre esteve nos parlamentos, além do mais, pra ser prefeito ele precisará ser mais conciso.

Ele fala devagar e bastante; como se estivesse na brisa eterna do lisérgico. Teremos que preparar o ansiolítico para assistir às entrevistas dele.

Resta saber se irá prosseguir na prévia, ou se retira a candidatura, seu nome é o mais sensato de toda a lista, mas em tempos de loucura, sensatez é palavrão.

Alexandre Padilha

Quem é Alexandre Padilha na fila do pão? Você conhece? Só sei que ele foi ministro com a Dilma e teve uma candidatura insossa pro governo de SP, perdeu pro Alckmin no primeiro turno.

Lula o quer candidato, Lula quer. Bem, o partido é dele… E ele faz o que quiser, mas pqp ele está f#$@! Quem te viu, quem te vê PT…

A vantagem é que ele é relativamente jovem pra política (48 anos, de acordo com a Wikipédia), mas quem é ele? Um picolé de chuchu da esquerda?

Pelo menos o chuchu da merenda escolar será bem refogadinho se ele for eleito…

Continua, parte 4 final.

Quimera paulistana, parte 2

* Baseado em personagens reais porém algumas situações são fictícias, qualquer semelhança é mera coincidência.

Eleições 2020 chegando, os partidos já preparam suas prévias. Em SP capital teremos um Freak show oficial, caso todos os nomes sejam confirmados nesse pleito. Uma mixórdia eleitoral parecida com as eleições de 2018.
Como a literatura permite licenças poéticas, eu lírico e criações ficcionais, imagino como seriam os governos dos “prefeitáveis” paulistanos e escrevo sobre isso, com um toque hiperbólico.

Vamos à segunda parte.

Joice Hasselman (PSL)

A que quer ser prefeita da megalópole, numa atuação digna de Framboesa de Ouro.

Uma atriz canastrona, uma jornalista sem inspiração e agora é uma deputada barraqueira que faz a Madalena arrependida. Só cai nessa quem um dia acreditou em seu discurso.

Quer ser prefeita da cidade de quase 13 milhões de habitantes e 5 macrorregiões. Caiu de paraquedas aqui há 5 anos e disse no Roda Viva,
que por ser candidata a prefeita e não a carteira, não precisa saber o nome de todos os bairros da cidade, nem dos problemas todos, pois irá terceirizar essas funções à equipe técnica e quer ter um vice que seja gestor e não político. Na eleição de 2016 já ouvimos isso de um alpinista político e deu no que deu…

Disse também que quer uma SP padrão Manhattan. Será que ela irá transformar Cidade Tiradentes, Parelheiros, Jova Rural, Perus, entre outros bairros, numa quinta avenida? Mais fácil governar pro eixo Centro-Jardins-Farialimers.

A Política brasileira está tomada por aventureiros e oportunistas, em São Paulo não é diferente e Hasselman, embora seja do PSL, é #teamdoria até o fim. Por causa dele, estamos amargando até hoje a falta de gestão da cidade.

José Luiz Datena (DEM ?)

As imagem fala por si

A profecia apocalíptica se cumprirá caso seja candidato, e pior, existe um risco real de ser eleito. Em terra de autocrata como presidente, não é impossível que isso ocorra.

Se eleito, é cana pra geral. GCM pra bater em camelô, skatista e maconheiro, por exemplo. Vai fazer um puxadinho do governo estadual do aventureiro. GCM na rua e todos os problemas da cidade serão resolvidos num passe de mágica.

Que deus nos “dibre”! Bate na madeira três vezes!

Arthur “mamãe falei” (sem partido)

Clique na imagem e assista a cenas lamentáveis promovidas por ele.

Não dá pra levar a sério um cara que se apresenta assim.

Ele conseguiu o feito incrível de ser expulso do DEM! O partido mais fisiológico do Brasil. Foi expulso pela incapacidade de seguir as resoluções da bancada, na Assembléia Legislativa.

Fez fama na internet por conta das provocações, nível pré adolescente, feitas para seus opositores, geralmente políticos da esquerda. Já levou uns sopapos por conta disso. Provocações rasteiras, político de baixíssimo nível, igual ao dublê de presidente.

Caso seja eleito, as trombetas apocalípticas também soarão.

Namastreta!

Será o caos total na cidade…

Vade retro!

Continua…

Quimera paulistana, parte 1

* Baseado em personagens reais porém algumas situações são fictícias, qualquer semelhança é mera coincidência.

Eleições 2020 chegando, os partidos já preparam suas prévias. Em SP capital teremos um Freak show oficial, caso todos os nomes sejam confirmados nesse pleito. Uma mixórdia eleitoral parecida com as eleições de 2018.

Como a literatura permite licenças poéticas, eu lírico e criações ficcionais, imagino como seriam os governos dos “prefeitáveis” paulistanos e escrevo sobre isso, com um toque hiperbólico.

Bruno Covas (PSDB)

Começou como vice de Dória, herdou a prefeitura, já que o primeiro rasgou seu compromisso registrado em cartório de finalizar o mandato de prefeito.

A única coisa que Covas fez enquanto prefeito foi a expansão dos blocos de rua no Carnaval. Durante os outros dias do ano, os buracos nas ruas foram crescendo e se desenvolvendo, robustos. Alguns até comemoram “mêsversário”!

Entre outros problemas crônicos como: falta de vagas em creches, falta de médicos nas UBSs, zeladoria urbana capenguíssima, aumenta a passagem e diminui a frota de busão, a qualidade da merenda escolar despencou na sua gestão, é esterco disfarçado de comida, e etc.

É o único que sabemos que vai continuar a fazer política de vendas da infraestrutura da cidade, com comissão. Isso não é especulação, porque ele é o atual prefeito; falamos sobre o que vemos – melhor corrigir – sobre o que não vemos, pois a cidade só se deteriora…

Caso seja o escolhido nas prévias, podem crer que ele fará uma campanha estilo “Dilma coração valente”, em 2010. Problemas de saúde causam grande comoção desde sempre e o brasileiro tem mania de personificar o seu voto. O mote provável de sua campanha “Sou guerreiro porque enfrentei o câncer (e é mesmo) e o venci. Por isso preciso do seu voto, para defender com unhas e dentes a nossa São Paulo!”

Sua tenacidade em enfrentar uma doença tão nefasta como o câncer é inquestionável, porém não podemos ser ingênuos em deixar o sentimentalismo barato dominar e afetar nosso senso crítico, a ponto de relevar os muitos erros da sua gestão. Portanto, devagar ao carregar o andor dos marqueteiros!

Mais um dentre tantos na cidade. Buraco na rua Francisco Alarico Bergamo, com a rua Virgínia de Miranda em Itaquera – zona leste.

Celso Russomanno (PRB)

Meu passado me condena: todo mundo tem algo que gostaria de esquecer. No YouTube esses vídeos dele cobrindo o carnaval nos anos 90 bombaram, durante sua campanha pra prefeito. Antes de ser repórter de programas policiais, apareceu meio chapado, meio “virjão” cantando as moças. Hoje seria assédio.

Em suas reportagens parece um salvador da pátria, o defensor dos “frascos e comprimidos”.

Porém ele só se cresce sobre os subalternos das empresas que ele vai para reclamar, mas afina pra alta direção. Causa asco ver a forma como ele trata trabalhadores, o vídeo do supermercado não me deixa mentir. Com essa postura de justiceiro de quinta, conseguiu sua boquinha na Câmara dos deputados desde 1995.

Deu uma pequena pausa em 2012, quando se candidatou a prefeito e quase conseguiu se eleger. Sua ruína foi dizer que cobraria a passagem de ônibus fracionada, de acordo com o trecho percorrido.

É do PRB, partido da igreja universal. Seria um ótimo governo para os donos de igrejas, imagina se ele adere a moda de isentar esses lugares de IPTU e das contas de consumo?

Se ele for um mau prefeito reclamaremos no Procon e nas Pequenas causas, por propaganda enganosa. Patrulha do consumidor munícipe: chegaremos em seu gabinete com a “puliça”, batendo na mesa e exigindo “É o meu direito! (Insira a reinvindicação aqui), você não conhece a lei (1234/56)?!

Fico pensando nos camelôs, talvez ele exija que eles tenham uma certificação do Inmetro, da ABNT, ou das fundações privadas para exercerem a atividade.

Um show na frente das câmeras, atos de impacto e de pouca efetividade na prática é o que podemos esperar, caso seja eleito.

Continua…

Uma escolha muito difícil¹

O colapso político do Brasil é percebido por conta do baixo nível dos eleitos, nas Assembléias estaduais e no Congresso. Parece que nos municípios, neste ano, essa tendência irá se repetir.

A presença de outsiders e ignorantes nas cadeiras do alto escalão encoraja candidaturas de pessoas parecidas. Alguns especialistas afirmam que nas eleições de 2018, o decoro e a liturgia de cargos foram oficialmente abolidos, em nome da “Nova Política”. Uma política rudimentar e antônima da Ciência Política como conhecemos. Maquiavel, neste momento por exemplo, choraria largado…

Em sentido horário: Arthur “mamãe falei”, Fernando Holiday, João Dória, Kim Kataguiri e ao centro Janaína Paschoal, são alguns representantes da nova política. Imagens compiladas da internet.

Os novopolíticos* possuem a incrível capacidade de enganar seus eleitores de um jeito bem peculiar: deslizam e delitam** à luz do dia, todo mundo sabe e todo mundo vê. Mas basta que dêem palavra de que são ilibados e afirmem “que pelo menos o PT não está mais no poder”². Aí todo mundo respira aliviado e deixam que continuem subtraindo em tenebrosas transações.

O que nos resta? A morte não é uma opção, então temos que pensar bem antes de votar. Queremos reeleger vereadores que estão há 20, 30 anos initerruptos nas câmaras e que legislam em causa própria?

Também temos que tomar cuidado com o discurso de quem vem pra “mudar tudo isso aí”. Em 2016 na eleição para prefeitura de São Paulo, muitos foram seduzidos pelo conto do vigário aventureiro, que de conto em conto não terminou o mandato e conseguiu enganar mais incautos ao se eleger governador do estado. O marketing simplório em cima de suas personas é uma característica marcante, marketing fácil e de apelo popular. Em todas as coisas que são obrigações de um agente público executar, pegam uma pauta, exploram e a executam porcamente. Vendem uma obrigação como uma benesse concedida por eles “para o bem estar do povo”.

Esses tipos também não são amigos da diplomacia; a política tradicional muitas vezes foi reduzida ao termo conchavo e isso deu margem para essas pessoas que falam feio, falam rude. Desrespeitam adversários com discursos que atacam características pessoais e não a divergência de idéias no âmbito político, não buscam o consenso, somente o embate, a crítica pela crítica. O imediatismo político gera views, reações e nenhum resultado a longo prazo, na verdade gera sim, o caos. A CPMI das fake news e o caso do Mamãe Falei na Alesp são alguns exemplos desse jeito intestino de legislar.

Palavras fáceis, ao vento, linguajar chulo, popularesco “falam a língua do povo”, falam o que o povo quer ouvir. Usam vocabulário indignado para posicionamentos em assuntos de grande comoção e assim geram (falsa) identificação das massas com eles. Este expediente é bastante usado por apresentadores de programas policiais e bingo! Desde Afanasio Jazadji³ essa tática dá certo.

Com certeza, existem mais características, que variam de acordo com segmento eleitoral, as descritas acima estão presentes nos diversos segmentos.

* neologismo que acabei de criar, que representa esse novo tipo de agente eletivo, o que não quer ser identificado com a velha Política, que é como se refere aos mecanismos tradicionais. Exemplo: “não sou político, sou gestor”

** Neologismo de delito.

¹ licença poética e irônica com o polêmico editorial do jornal O Estado de SP, de título homônimo.

² sabemos que o PT é um partido de esquerda reformista e com tendências personalistas/populistas, também é verdade que o PT virou o bode expiatório de toda corrupção brasileira. O cachorro morto a ser chutado em todas as ocasiões possíveis de modo a desviar a atenção para casos de corrupção cometidos por políticos e partidos diferentes. Exemplos: as rachadinhas do 01, o laranjal do PSL, o mensalão tucano, etc.

³ radialista, ex deputado estadual, foi apresentador de programas policiais, principalmente nas décadas de 70 a 80, foi percursor do Alborghetti e do Ratinho, entre outros apresentadores desse segmento. Teve “menção honrosa” no livro Rota 66, do jornalista Caco Barcellos.

2020 em imagens

Segunda feira, 06 de janeiro de 2020.

No Brasil é a primeira semana com dias úteis do ano.

Paz, amor e saúde é só retórica.

Estamos vivendo o tal Armageddon que os crentes tanto falam. Promovido com a participação direta deles nesse evento.

Acabei de voltar do recesso mental e tudo isso já aconteceu em apenas 6 dias.

Eu preferia o meteoro…