
Enquanto a floresta queima e o ar fica irrespirável, todos fingimos viver como se nada estivesse acontecendo.
Somos todos culpados, em maior ou menor grau, pela lástima do presente e do porvir.
Por isso, de maneira cínica continuamos e nos excluímos das responsabilidades nesta catástrofe climática.
Aventureiros institucionais (eleitos pela maioria) chancelam a passagem da boiada, que come o pasto da área devastada; alguns jogam lixo nas ruas e sofás nos rios, outros vendem e compram madeiras ilegais, outros tantos tomam terras que não são suas.
O apocalipse é atraente e justifica tudo, mas é muito arrastado, cada etapa parece um capítulo de novela maçante.
É muito chato ser cozido no bafo!
Na selva de pedra morreremos de tédio e asfixiados.
A Esperança morreu primeiro.
Na distopia, Deolane é a entidade cultuada pelos desalentados.
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