São Paulo, Agosto de 2020
Dia 142 da Cententena.
Depois da tragédia do 7×1 o Brasil atingiu outra marca pior, 100 mil mortos pela Covid, de março a agosto um salto exponencial no número de contaminações.
100.000 pessoas mortas, junto delas morreram sonhos e histórias. Tantas mortes evitáveis…
No mínimo, centenas de milhares de amigos, familiares e agregados que choram a dor dessas perdas difíceis. Essa doença usurpa tudo, até o direito de chorar os seus entes. Todas essas vidas, estupidamente subtraídas, eram importantes para alguém.
Os principais políticos do país são os culpados disso tudo, por omissão e negligência deliberada.
Enquanto o vírus era importado do exterior Quarentena e Lockdown, quando a transmissão comunitária começou a matar quem mora da ponte pra cá a história mudou: reabrir a economia, “vamos fazer uma Quarentena inteligente”, reabrir as escolas, “serão só 17 mil crianças mortas em São Paulo.”
Todos deveriam ser condenados em Haia. Os fascistas esclarecidos e os perfumados, sendo os segundos mais letais e traiçoeiros que os primeiros.
Estamos vivos à nossa própria sorte, porque somos teimosos e não nos dobraremos ao mal e nem a este sistema que nos escalpela. Precisamos nos unir e arrancar o mal pela raiz, senão agora, só daqui a cem anos talvez.
Temos nossas explosões particulares, é impossível naturalizar mais de 1000 mortos por dia, é preciso combater a indiferença nesta atmosfera sombria. São mais de três milhões de brasileiros infectados, todos nós conhecemos alguém que faz parte dessas estatísticas, alguns com mais ou menos sorte, infelizmente.
No ranking fatal o Brasil ainda é vice. Entretanto anda a passos largos em direção à dianteira. Já “somos campeões mundiais” na ignorância em desprezar a malignidade da Covid, pela política deliberada de genocídio das populações pobres, periféricas de pele escura.
O Brasil também é campeão mundial da hipocrisia. A pandemia abriu a caixa de Pandora e desmentiu essa falsa ideia de democracia racial e social que nos vendem, desde os anos 30 do século passado. Pipocam casos aqui e acolá, de todos os tipos de discriminações e como se não bastasse, somos desgovernados por “autoridades” que incentivam essas ações terríveis e nos esfolam até a última hora de sangue, nos tratam como inimigos do Estado.
Não são homens de Deus, usam o paradoxo da mentira como verdade absoluta e cegam os ingênuos…
O sofrimento do brasileiro elevado à centésima potência.
Luto pelas vítimas da Covid!

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