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Um dia de trabalho

Verônica é uma mulher balzaquiana, decidida e ardente, como o seu signo do elemento fogo.

Ângelo é um homem de meia idade, atraente e tão ardente quanto ela e do mesmo signo.

Deliciosas coincidências…

Se conheceram no trabalho, há anos na mesma empresa e nunca se encontraram antes. Numa escala de um fim de semana modorrento se encontraram a primeira vez e houve entre eles uma afinidade imediata.

Ele se sentiu bastante à vontade em contar para ela sobre seus anseios sentimentais. Ela que não é uma pessoa sociável, fechada em si, pela primeira vez não se sentiu maçada por ouvir o relato particular de uma pessoa que conheceu naquele instante. Pelo contrário, o ajudou com idéias e o achou muito simpático.

Pareciam amigos de longa data, falaram sobre horóscopo e Verônica fez o mapa astral de Ângelo, Áries com ascendente em Sagitário. Ela de Áries com Câncer, traçados os perfis dos dois, brincaram que eram puro fogo por conta do elemento do signo solar; conversaram sobre combinações de pares do zodíaco, intimidades e no emaranhado desses assuntos eis que Ângelo, num arroubo de imodéstia vindo do papo fluido diz:

– Ah eu gosto muito de fazer amor, e particularmente faço bem, porque eu gosto de me dedicar ao momento.

Isso acendeu a fagulha de desejo e curiosidade em Verônica que começou a vê lo com outros olhos, por falar em olhos ela reparou a íris castanho mel dele, o charme discreto natural do homem maduro e se sentiu levemente envolvida em querer conhecê lo melhor.

Semanas se passaram e eles se reencontraram algumas vezes, tudo fluía tranquilamente. Até que um dia ele disse que estava chateado por ter tido um relacionamento rápido, intenso mas que a recíproca não era verdadeira. Conselhos sentimentais de Verônica para Ângelo e ele dizendo que agora priorizaria a felicidade através dos contatinhos, o discreto charme rende contatinhos, e ela a falar que os homens sempre têm opções e se queixou da falta de um lance descontraído eventual:

– Olha está realmente difícil encontrar um lance, estou ficando maluca há quase dois meses sem transar. Queria uma amizade colorida, sei lá, mas os homens fogem, se você quer relacionamento sério assusta pelo compromisso, se quer só sexo também, não estão acostumados a mulheres assim.

– É realmente, as pessoas se assustam no 8 ou 80, mas… estou solteiro então se você quiser eu quero sair com você, desde o primeiro momento em que te vi, me senti muito atraído por você, você é linda e me deixou instigado… Disse Ângelo à queima roupa e ela ficou vermelha de vergonha, deu uma gargalhada nervosa mas disse que ia pensar com carinho, pois também estava atraída por ele desde o dia em que disse que se dedicava completamente numa relação sexual.

Falaram coisas picantes durante o expediente “eu adoro chupar uma mulher” enquanto faziam planilhas no Excel, “você já experimentou beijo grego?” Durante uma digitalização de documentos, “coloco tudo o que couber na minha boca e adoro fazer preliminares, sem pressa” enquanto redigiam e revisavam contratos.

Olhares lânguidos, sorrisos lascivos e palavras profanas. Os outros funcionários completamente alheios ao que se passava entre os dois, que já estavam explodindo de tesão. Verônica com a calcinha melada e mal se contendo sentada e Ângelo de pau duro tentando disfarçar a ereção, começaram a falar de fantasias que queriam realizar.

– Eu estive pensando: e se a gente se beijasse na salinha ali atrás, ninguém vai lá mesmo, fico imaginando você me encoxando, disse ela.

– Pois eu também pensei a mesma coisa, vamos lá? Você topa?

Verônica quase saiu correndo da cadeira, teve que disfarçar a empolgação para ninguém mais saber e ambos discretamente saíram em direção a salinha subutilizada, fecharam a porta, os olhos e se beijaram ardentemente, adrenalina no nível máximo, o perigo, a transgressão deliciosa no ambiente de trabalho, cuidado com o batom borrando os lábios, passa a mão pra tirar, se beijam de novo, ela fica de costas pra ele que começa a encoxar e ela aproveita pra ficar bem colada, sentindo o pau dele no meio da sua bunda e rebola provocante e causa gemidos e “como você é gostosa e safada” dele ao seu ouvido.

Eles não têm muito tempo, debaixo do suéter ela coloca a mão dele pra sentir o seu seio, naquele dia ela estava sem sutiã e ele abriu o zíper da calça pra ela colocar a mão por dentro, ele já está em ponto de bala saindo seiva, quente e a vontade era de ficar assim por um longo período até que ele gozasse em sua mão. Ele queria um boquete mas o tempo era curto e eles precisavam voltar “agora não dá e se alguém entra aqui?”, se esfregaram mais um pouco, recompostos voltam à sala como se nada tivesse acontecido. Naquele dia continuaram a brincadeira, entraram pelo menos umas três vezes na tal salinha, sempre de um jeito rápido pra ninguém dar falta deles, chupa os seios rapidamente, mãos por cima da calça mesmo assim dá pra sentir o calor e a pulsação dos sexos, a calça dela quase molhada de tesão, respiração ofegante, olhares cheios de fogo, ela chupa o dedo dele com cara de devassa e faz questão que seja assim, gostaria sinceramente do pau e não do dedo na boca, mas era o que dava pro momento.

Final de expediente, tarde da noite e a vontade de terminar no motel teve que ser adiada porque ele mora longe, não podia perder o último trem e ela tinha projeto da faculdade a fazer, mas essa hora conseguiram por um milagre fugir do pico dos estudantes e pegaram um vagão vazio no metrô, alguns gatos pingados sentados ao fundo e alheios aos olhares e câmeras se beijaram mais, mordidinhas na orelha, beijos no pescoço, corpos bem colados, pareciam dois adolescentes que ficam atrás da escola na pegação “batendo na trave”. Estação terminal e tiveram que se recompor, o último beijo foi bem intenso e à vista de quem quisesse, com um riso safadinho de canto, “até amanhã” eles disseram e cada um foi pra casa irradiando tesão.

Por Astrovalda Junqueira

Ghost Writter, "Literateuta"
"Escrever para não enlouquecer, novo bálsamo à alma"

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